sábado, 7 de dezembro de 2013

O que é Audiodescrição?

“A audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O recurso consiste na tradução de imagens em palavras.” (Eliana Franco – UFBA). Ou seja, o narrador descreve o que está acontecendo na cena, transformado o visual em verbal.
Sabemos que um grande evento mundial será realizado em nosso país no ano de 2014: A Copa do Mundo. Todo o país irá se mobilizar para assistir aos jogos de futebol nos estádios e na televisão. E os deficientes visuais ficarão limitados a escutar a narração dos jogos pelo rádio? Não poderão ir a um estádio de futebol pois se trata de um espetáculo exclusivamente visual?Olha que notícia legal foi divulgada essa semana no site http://www.blogdaaudiodescricao.com.br
“O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, anunciou nesta terça-feira (03.12), durante a divulgação dos procedimentos do Sorteio Final para a Copa do Mundo de 2014, um novo serviço de narração audiodescritiva que estará disponível em quatro estádios do Mundial. O objetivo é permitir que torcedores com deficiência visual desfrutem do evento. De acordo com a FIFA, o serviço estará disponível no Mineirão, em Belo Horizonte, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, no Maracanã, no Rio de Janeiro, e na Arena Corinthians, em São Paulo.Cada jogo terá dois profissionais para fazer a narração, que será transmitida por audiofrequência e poderá ser captada em fones de ouvido individuais. Desse modo, os torcedores cegos ou com visão subnormal poderão sentar em qualquer lugar do estádio.” 
É a utilização da tecnologia assistiva para incluir todos os cidadãos, afinal todos temos direito a cultura, diversão e arte.
Para vocês entenderem melhor o que é uma audiodescrição assistam abaixo um desenho da Turma da Mônica com áudiodescrição disponível em http://www.youtube.com/watch?v=xOARe7C3O8g

Todo o desenho foi narrado e mesmo sem ver podemos ouvir o que está acontecendo com detalhes. Desse modo os professores que possuem um deficiente visual em sala de aula poderá sim utilizar vídeos, desenhos de obras de artes, programar um passeio no teatro para assistir uma peça ou uma visita ao cinema, para isso, basta que esse recurso de tecnologia assistiva esteja disponível nas produções audiovisuais.
Para o professor de sala regular e o professor de AEE a audiodescriçao abre uma gama de possibilidades para oferecer aos alunos cegos acesso a informações que seriam a princípio exclusivamente visuais.
A partir desenho da Turma Mônica por exemplo, várias atividades poderão ser trabalhadas: a produção escrita da história, um debate sobre boas maneiras, a modelagem dos personagens da história, enfim, todos os alunos se beneficiarão da utilização dos produtos visuais em sala de aula.

Referências Bibliográficas:


domingo, 20 de outubro de 2013

Deficiência Intelectual



De acordo com a American Association on Intellectual and Developmental Disabiliteies (AAIDD) a deficiência intelectual consiste em uma dificuldade caracterizada por limitações significativas do funcionamento intelectual e do comportamento adaptativo que se manifesta nas habilidades conceituais, sociais e da vida práticas. Esta dificuldade se manifesta antes de 18 anos (AAMR, 2002).
De acordo com POULIN, FIGUEIREDO E GOMES (2013) os alunos que apresentam essa deficiência apresentam dificuldades relacionadas aos principais mecanismos de aprendizagemque são: a memória, a atenção, a transferência de aprendizagem, a metacognição e a motivação.

Observamos, portanto que esses alunos têm uma dificuldade na organização do pensamento e na comunicação oral. Portanto cabe ao professor do Atendimento Educacional Especializado apresentar atividades que possam ajudar o aluno a transpor essas dificuldades.
Desse modo como sugestão para trabalhar a atenção, a comunicação oral e a organização do pensamento dessas crianças indico a atividade abaixo:
 1- Utilizando a imagem de uma história apenas com figuras, é solicitado que o aluno descreva a cena, conte e reconte a história. Aqui estou utilizando a história Susto do livro de Eva Furnari:  A Bruxinha Zuzu. 
O professor pode mediar esse momento com perguntas que faça o aluno descrever a história com riqueza de detalhes.

             2 -     Depois a história é cortada e embaralhada e solicitamos que o aluno coloque a história na ordem em que as cenas acontecem. O professor pode esconder alguma ficha e perguntar ao aluno se a história está completa, se dá para entender a história com a peça faltosa, etc.

Assim o professor mediando a atividade com perguntas e apresentando alguns problemas e levando o aluno a refletir sobre a solução desse problema  estará contribuindo para que o mesmo se torne o sujeito da sua aprendizagem.

Referência Bibliográfica
FIGUEIREDO, Rita Vieira & GOMES, Adriana L. LIMAVERDE & POULIN, Jean-Robert. O Aluno Com Deficiência Intelectual: Funcionamento Cognitivo e Estratégias de Avaliação. Fortaleza, 2013. (texto não publicado)

ASSOCIAÇÃO Americana para a Deficiencia Intelctual. Disponível em:
<http://fr.slideshare.net/teresafly/escala-de-comportamento-adaptativo>.Acessado em:
28/09/2013.

FURNARI, Eva. Bruxinha Zuzu. São Paulo: Moderna.


 

domingo, 8 de setembro de 2013

Tecnologia Assistiva

Tecnologia assistiva é um termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente e inclusão.
Em sentido amplo, a evolução tecnológica caminha na direção de tornar a vida mais fácil.
Em se tratando de uma pessoa com deficiência, a tecnologia se apresenta não só para facilitar, mas para tornar possível a realização de uma ação necessária ou desejada.
Alguns recursos podem melhorar o desempenho escolar do alunos auxiliando na escrita e atividades de recorte e colagem, por exemplo.
Pesquisei alguns recursos com baixa que tecnologia que auxilia os alunos com Deficiência Física em algumas tarefas escolares. Vejam que com ideias simples podemos facilitar muito a vida de nosso alunos com problemas motores gerados por exemplo por uma Paralisia Cerebral.

Figura de uma mão com uma órtese em arame revestido em tubo plástico que envolve os dedos indicador e polegar e ao mesmo tempo fixa o lápis durante a escrita. Adicionar legenda

Figura de uma mão escrevendo com um lápis que perpassa o furo de uma borracha em EVA, engrossando o lápis para facilitar a preensão e escrita. Nesta mesma figura, existe uma pulseira imantada no pulso de quem está escrevendo que aderindo a uma base metálica limita seus movimentos involuntários
Uma órtese feita de arame e espuma, revestida de tecido que tem uma caneta acoplada. A figura apresenta outros materiais como um pincel, um giz de cera e um talher que podem ser acoplado a esta órteser legenda
Uma tesoura ajustada com um arame, revestido de um cano de borracha, ligado às duas extremidades onde normalmente ela é segurada. O arame mantém a tesoura sempre aberta e para utilizá-la o aluno deve segurar a alça de arame e executar o movimento de fechar a mão.




. Figura com lápis, pincel, tubo de cola e trena para pintura que estão revestidos e engrossados com rolos de espuma para que a preensão seja facilitada.


Um lápis introduzido em uma bola de borracha, originalmente, utilizada para sucção de leite materno. Esta adequação facilita o aluno a segurar o lápis para escrita e desenho.

Fonte: www.assistiva.com.br

Referências:
BERSCH, Rita. Tecnologia Assistiva. Recursos e Serviços que promovem a Inclusão Escolar.

http://www.assistiva.com.br. Acesso em 10 de outubro de 2013.




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Papel do Professor do AEE. Vamos refletir?

O PAPEL DO PROFESSOR DO AEE NA ESCOLA E NA SALA DE SRM
Amanda Ribeiro Nascimento Guaraná

A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2008) vem reafirmar o direito de todos os alunos à educação no ensino regular. A partir das leituras dos documentos legais verificamos que  Educação Especial é considerada transversal, atuando desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, e realiza o Atendimento Educacional Especializado.
De acordo com essa mesma política o atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela (BRASIL, 2008b, p.10).
Assim, o AEE caracteriza-se por um conjunto de atividades, recursos pedagógicos e de acessibilidade, oferecidos de forma complementar ou suplementar à escolarização dos alunos público alvo da Educação Especial, matriculados nas classes comuns do ensino regular. Esse atendimento pode ser realizado individualmente ou em pequenos grupos, em turno contrário ao da escolarização nas salas de recursos multifuncionais (SRMs). Ainda o mesmo não deve ser confundido como reforço e deve ser oferecido no contra turno para que os alunos não tenham sua frequência no ensino comum prejudicada.
Depois de definir e caracterizar o atendimento educacional especializado iremos refletir sobre papel do professor que atua nesse atendimento. Aprendemos, diante das leituras, que esse profissional trabalha com o intuito de eliminar barreiras de aprendizagem e assegurar as condições para a continuidade nos estudos desses alunos.
Diante dessa intenção, o professor do AEE, ao receber o encaminhamento do aluno, deve realizar a sua avaliação de modo que o mesmo compreenda as necessidades e potencialidades do aluno que interferem no seu processo de escolarização. Desse modo o estudo de caso feito por esse profissional deverá ser um norte para que ele reúna as informações necessárias para elaborar um plano de ação que seja eficiente para seu aluno
O professor precisa investigar como foi o desenvolvimento da vida dessa criança, quais os aspectos do desenvolvimento psicomotor, da linguagem, sócio-afetivo, da escolarização, bem como, sua rotina diária, seu comportamento na escola e com os demais colegas, gostos e afinidades, ou seja, tudo servirá de subsídio para conhecer e traçar objetivos que ajudaram o desenvolvimento escolar do aluno.
Feitas essas observações o professor traçará os planos de AEE. Eles resultam das escolhas do professor quanto às ações, os recursos, equipamentos, apoios mais adequados para que o aluno possa ter acesso ao que lhe é ensinado na sala regular, garantindo-lhe a participação no processo escolar e na vida social em geral, segundo suas capacidades.
Para a definição do plano de AEE o professor precisa ter clareza das necessidades dos alunos a serem atendidos e reconhecer suas habilidades já que cada sujeito é único e apresenta maneiras particulares de se relacionar com o ambiente, processar informações e produzir conhecimentos. Assim, o tipo de atendimento a ser organizado para cada aluno, o período e a frequência de cada atendimento, bem como os recursos e serviços a serem ofertados devem ser definidos tomando como referência a subjetividade de cada aluno e os objetivos traçados no plano de atendimento.
No plano também deverá estar relatado à busca de parcerias que também auxiliará a alcançar os objetivos traçados no documento, desse modo, as aproximações e relações entre professores do AEE, professores da sala comum, gestores, famílias e demais profissionais se faz fundamental para que as propostas pedagógicas sejam reconhecidas, contempladas e apoiadas por todos, visando o desenvolvimento dos alunos.
A partir do exposto percebe-se que o papel do professor do AEE na elaboração do plano de atendimento individual contempla as articulações que se fazem necessárias na escola para que sejam atendidas as necessidades específicas dos alunos público-alvo da educação especial, tendo em vista a organização das estratégias pedagógicas e de recursos e atividades.
  
Referências Bibliográficas:


BRASIL, Ministério da Educação. Política Pública de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008.

Estamos de volta

Oieeee genteeee!!! Depois de  merecido descanso, estamos voltando com novas postagens no Blog! Fiquem atentos que coisa boa vem por aí...

sábado, 15 de junho de 2013

Para refletir...

Símbolo do Autismo
Autistando...

(Scheilla Abbud Vieira)

Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente a mudança de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo.
Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feito por mim, estou usando-a como ferramenta.
Quando numa conversa, me desligo "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.
Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo.
Quanto fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo como o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida, estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs, estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais.
Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas, estou tendo comportamento indiferente.
Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas.
Uns mais, outros menos.
O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.

Os trechos em negritos são alguns dos principais sintomas da Síndrome do Autismo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O que é Tecnologia Assistiva?



Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.

É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey • Assistive Technologies: Principles and Practices • Mosby – Year Book, Inc., 1995).

# Quer saber mais? Eu indico o site abaixo, muito legal, que explica tudo sobre esse assunto e indica vários programas para ser baixados gratuitamente.